Tenho andando ausente deste mundo eu sei. A minha veia criativa para escrever não tem andado muito minha amiga nem eu tenho andado com muita paciência para tal. E eu sei o quanto isso me faz mal. Enfim.
Nos últimos meses tenho andando com uma enorme vontade de desenhar, sinal que o meu lado artístico ainda não me abandonou, e porque a tamanha frustração com que fico quando imagino algo e ao desenha-lo não sai como eu queria, tenho recorrido a ver imagens de personagens dos meus filmes ou séries preferidas e reproduzi-las, dando o meu toque pessoal e durante umas horas esquecer tudo o que me rodeia e ter só consciência de ter um lápis na mão e desenhar. Estas imagens são o resultado destes momentos de pura abstracção e leveza.
Severus Snape, Harry Potter
Ron Weasley, Harry Potter. Este desenho foi uma prenda de anos para uma enorme fã desta personagem.
Jon Snow, Game of Thrones. Estou bastante orgulhosa deste desenho. acho que é dos primeiros que faço e saiu realmente como eu queria.
Estes são desenhos que saíram da minha própria mente.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
To Be
Aqui estou eu, de volta ao meu ser. Pelo menos penso que sim, e se não vou tentar estar. Estes meses foram impossíveis. Cada vez mais trabalhos, cada vez mais testes, cada vez mais stress, cada vez mais problemas, cada vez mais cansaço. E depois exames. óptima esta vida de estudante. sem dúvida. Nunca estive tão esgotada, tão longe de mim, tão agarrada à rotina, sem tempo nem paciência para me libertar e fazer o que gosto. Os únicos pontos altos foram escapar com a leitura e a música e aqueles pequenos momentos passados com os amigos. Um turbilhão de emoções que nunca pensei que viessem a existir em mim surgiram, uma tempestade de pensamentos rodeou-me e por mais que quisesse não me conseguia libertar. A mente humana é bastante interessante se virmos bem. Nunca pára, nunca se apaga, nunca nos deixa agir livremente porque está sempre a controlar cada momento, cada acção. Mas nunca conseguiríamos viver sem ela, não éramos nós, não passávamos de emoções dentro de um corpo mortal, dentro de uma concha. O que poderei dizer mais? Passei meses a não parecer eu, sem imaginação, sem a minha escrita. Mas finalmente libertei-me disto tudo. quer dizer ao menos tentei. Fui ao Super Bock Super Rock no dia de Arcade Fire e Portishead, e mais uma vez posso dizer que a música me libertou, me lembrou o meu ser. não vou falar dos concertos porque não consigo. Foi algo tão especial, tão surreal que só mesmo estando lá a sentir é que se percebe. só sei que fiquei esgotada fisica e emocionalmente mas senti-me tão bem a libertar tudo em cada grito, em cada aplauso, em cada nota dada, em cada música que me descreve ou que me diz algo. Foram umas das melhores horas da minha vida.
E nunca pensei sentir falta do mar até estar junto dele, a sentir o cheiro, a ouvir as ondas, a sentir o vento a levar cada momento de tensão e sentir-me finalmente livre. É maravilhoso o poder que a natureza tem. E não me canso de dizer isto ou o pensar, pois penso sempre o mesmo todos os meses quando olho para o céu em dia de lua cheia. A subtil beleza que se vê e que nunca se conseguirá igualar. E a vontade de fugir para lá, de fugir desta realidade e cair num mundo de fantasia, onde tudo o que sonhamos apareça, onde o místico se pode tornar o real, cresce estrondosamente.
A quantidade de pensamentos, e a confusão que aqui se instalou! Mas não me preocupo, nunca fui nem serei a normal organização. Vou mas é aproveitar as horas de férias que me foram dadas.
E nunca pensei sentir falta do mar até estar junto dele, a sentir o cheiro, a ouvir as ondas, a sentir o vento a levar cada momento de tensão e sentir-me finalmente livre. É maravilhoso o poder que a natureza tem. E não me canso de dizer isto ou o pensar, pois penso sempre o mesmo todos os meses quando olho para o céu em dia de lua cheia. A subtil beleza que se vê e que nunca se conseguirá igualar. E a vontade de fugir para lá, de fugir desta realidade e cair num mundo de fantasia, onde tudo o que sonhamos apareça, onde o místico se pode tornar o real, cresce estrondosamente.
A quantidade de pensamentos, e a confusão que aqui se instalou! Mas não me preocupo, nunca fui nem serei a normal organização. Vou mas é aproveitar as horas de férias que me foram dadas.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
A Melhor Maneira de Viajar
"Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.
Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,
Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam
Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,
Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.
Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adónis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!
Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,
Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direcções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.
Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem em baixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.
Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.
Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...
Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as dirceções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.
Dentro de mim estão presos e atados ao chão
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,
A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.
Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direcções!"" "
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.
Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,
Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam
Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,
Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.
Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adónis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!
Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,
Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direcções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.
Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem em baixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.
Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.
Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...
Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as dirceções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.
Dentro de mim estão presos e atados ao chão
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,
A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.
Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direcções!"" "
Álvaro de Campos.
Uma tamanha genialidade, Fernando Pessoa nos apresenta. Uma tamanha imaginação, uma tamanha realidade, uma tamanha sentimentalidade, uma tamanha relação com as palavras se cria. Um génio, um orgulho português.
Este poema é perfeito: o entendimento que procurava, a relação que me faltava e a compreensão que precisava para acordar. Não existe palavras para descrever tantos sentimentos que surgem com a leitura de simples palavras, não há nada capaz de o fazer, talvez só sentir.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
The Masterplan
Adoro, adoro e adoro esta música. simplesmente genial.
É verdade que:
"I'm not saying right is wrong
It's up to us to make
The best of all the things that come our way
Coz everything that's been has past"
São as nossas escolhas que nos definem, somos nós que decidimos fazer da nossa vida o que ela é, somos nós que temos de ver o mundo de uma forma equilibrada e cinzenta, e não em pleno preto ou branco, somos nós, que na nossas plena consciência, vamos agir e fazer o que está certo. Simplesmente temos de aceitar os nossos erros e defeitos e aprender a viver com eles. Passado é passado, a vida é curta e imprevisível, temos de aproveita-la, temos que vive-la, temos que lhe sorrir e abraçar antes que ela nos fuja.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Life
Life is short,
Life is unfair,
Life is life.
Cada palavra e cada momento são a construção da vida. A vida é injusta. A vida deixa-nos à deriva e espanta nos em cada dia. Ela dá-nos e ela tira-nos. É incerta. É bela. É tristeza. É alegria. É lágrimas. É sentimentos. És tu.
Ela tira-nos o que é importante, deixa-nos vazios e tristes, mostra-nos a verdade e a dor. É difícil. É uma linha cheia de altos e baixos, onde caímos e nos levantamos, onde sorrimos e choramos, onde aprendemos e somos quem somos. Nela cada pessoa é um bocado de ti. Cada um dos que amas fez de ti o que és, e mesmo quando estes nos deixam eles estão sempre presentes. Eles estão nas memórias, eles estão no teu sangue e na tua alma. Eles não te deixam nunca. Tu és parte deles e eles parte de ti. Podem já não caminhar, podem estar melhor ou não, podem ter deixado de sofrer nesta vida injusta, mas estão sempre contigo. Nos teus gestos, no teu riso, nas memórias de momentos mágicos. Eles estão aqui porque tu o estás.
O sofrimento que nos é trazido ajuda-nos e completa-nos mesmo que não o queiramos.
Temos que viver ao máximo, temos que sorrir, temos de rir, temos que deixar que amor e carinho nos envolva, temos que fazer tudo por tudo pois, só temos esta curta vida.
This is for you. Thank you for all your hugs, for all your kisses, for all your love, for all your words, for all the things you gave me. I miss you. You'll always be here <3.
Life is unfair,
Life is life.
Cada palavra e cada momento são a construção da vida. A vida é injusta. A vida deixa-nos à deriva e espanta nos em cada dia. Ela dá-nos e ela tira-nos. É incerta. É bela. É tristeza. É alegria. É lágrimas. É sentimentos. És tu.
Ela tira-nos o que é importante, deixa-nos vazios e tristes, mostra-nos a verdade e a dor. É difícil. É uma linha cheia de altos e baixos, onde caímos e nos levantamos, onde sorrimos e choramos, onde aprendemos e somos quem somos. Nela cada pessoa é um bocado de ti. Cada um dos que amas fez de ti o que és, e mesmo quando estes nos deixam eles estão sempre presentes. Eles estão nas memórias, eles estão no teu sangue e na tua alma. Eles não te deixam nunca. Tu és parte deles e eles parte de ti. Podem já não caminhar, podem estar melhor ou não, podem ter deixado de sofrer nesta vida injusta, mas estão sempre contigo. Nos teus gestos, no teu riso, nas memórias de momentos mágicos. Eles estão aqui porque tu o estás.
O sofrimento que nos é trazido ajuda-nos e completa-nos mesmo que não o queiramos.
Temos que viver ao máximo, temos que sorrir, temos de rir, temos que deixar que amor e carinho nos envolva, temos que fazer tudo por tudo pois, só temos esta curta vida.
This is for you. Thank you for all your hugs, for all your kisses, for all your love, for all your words, for all the things you gave me. I miss you. You'll always be here <3.
domingo, 19 de setembro de 2010
Open your eyes
Abre os olhos e vê. Vê o visível e o invisível. Vê o possível e o impossível. Vê o certo e o errado. Vê a razão e a dúvida. Vê a felicidade e a tristeza. Vê o Mundo. Vê o ser. Vê TUDO. Vê o que és. Vê o que foste. Vê o que serás. Vê o bem e vê o mal. Vê a podridão que rodeia tudo. Vê certeza e a incerteza da alma. Vê a escuridão que existe em todos nós. Vê e enfrente. Sobrevive. Encontra a força que existe mesmo que não pareça. Vê que em tudo existe dois lados. Que desistir nunca é certo e credível. Vê a vida. Vê quem és.Open your eyes and see what and who you are.
domingo, 5 de setembro de 2010
Breathe
Respira. deixa que o ar te liberte e leve o que te preocupa. Deixa que este te acalme. Que este leve a desilusão e a mágoa. Que lave a raiva e o sensação de não ser perfeito. Que leve a dor de não seres o que esperam e não perguntarem o porquê. Que leve tudo o que faz duvidar de ti próprio como se tudo fosse culpa tua. E leve o mais importante, a dor que sentes quando sabes o que pensam realmente de ti quando dás tudo por tudo e mostras a verdade e só olham para o pior, não se lembrando do verdadeiro. Por isso respira e liberta-te.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Dor
No mundo, átomos, moléculas, células, vão-se formando, juntando, modificando até se tornarem algo físico, existente, que se vê com um simples olhar. Assim surge o ser humano, o Homem, a parte física, que com a evolução se vai tornando cada vez mais complexa e exigente. Mas o Homem vem com um coração e outros órgãos que o deixa viver e um cérebro que o deixa expandir o seu conhecimento e a tornar-se rico. Com uma consciência vêm sentimentos que nos impelem a agir, a fazer o que achamos mais correcto, a dar importância aquilo que consideramos amar e aquilo que consideramos odiar.
Somos seres racionais, inteligentes, mas mesmo isso não faz com que não sintamos dor. Estamos sujeitos a todo o tipo de dor, de sofrimento, de tristeza, de depressão que nos faz desesperar. Porquê tanto sofrimento? Porque é que a nossa consciência nos leva a sentir dor? Por nos ajudar a crescer? Por num objecto ter de haver sempre extremos opostos? Não sei. Só sei que apesar de doer nos faz crescer e construir quem somos. A ter força para enfrentar a injustiça da vida. E a trazer o que há de bom.
Todos temos luz e escuridão dentro de nós. O que fazemos, as nossas escolhas é que ditam o que somos.
Pessoalmente acredito em cinzento. A pessoa mais pura pode fazer algo mau em desespero, pode-se transformar num monstro à luz da lua cheia e voltar-se a transformar em alma pura. A dor persegue-nos, o sofrimento também. Podemos tentar esquece-los, a não ser quando são infligidos de propósito. Temos que enfrentar o que a vida nos trás, seja ela luz ou escuridão, bem ou mal, alegria ou tristeza.
Enquanto seres humanos temos que o aceitar e viver com isso. É normal. É comum. Podemos sobreviver. Por mais que custe.
Antony & The Johnsons - Cripple and The Starfish
acho que esta música se pode aplicar. Consegue ser arrepiante e linda ao mesmo tempo. Cheia de dor mas com a sua beleza. É genial.
Somos seres racionais, inteligentes, mas mesmo isso não faz com que não sintamos dor. Estamos sujeitos a todo o tipo de dor, de sofrimento, de tristeza, de depressão que nos faz desesperar. Porquê tanto sofrimento? Porque é que a nossa consciência nos leva a sentir dor? Por nos ajudar a crescer? Por num objecto ter de haver sempre extremos opostos? Não sei. Só sei que apesar de doer nos faz crescer e construir quem somos. A ter força para enfrentar a injustiça da vida. E a trazer o que há de bom.
Todos temos luz e escuridão dentro de nós. O que fazemos, as nossas escolhas é que ditam o que somos.
Pessoalmente acredito em cinzento. A pessoa mais pura pode fazer algo mau em desespero, pode-se transformar num monstro à luz da lua cheia e voltar-se a transformar em alma pura. A dor persegue-nos, o sofrimento também. Podemos tentar esquece-los, a não ser quando são infligidos de propósito. Temos que enfrentar o que a vida nos trás, seja ela luz ou escuridão, bem ou mal, alegria ou tristeza.
Enquanto seres humanos temos que o aceitar e viver com isso. É normal. É comum. Podemos sobreviver. Por mais que custe.
Antony & The Johnsons - Cripple and The Starfish
acho que esta música se pode aplicar. Consegue ser arrepiante e linda ao mesmo tempo. Cheia de dor mas com a sua beleza. É genial.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Frases Mandela
"I learned that courage was not the absence of fear, but the triumph over it. The brave man is not he who does not feel afraid, but he who conquers that fear."
"If you talk to a man in a language he understands, that goes to his head. If you talk to him in his language, that goes to his heart."
Nelson Mandela
"If you talk to a man in a language he understands, that goes to his head. If you talk to him in his language, that goes to his heart."
Nelson Mandela
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Uma frase que encontrei. Linda.
"I believe that imagination is stronger than knowledge - myth is more potent than history - dreams are more powerful than facts - hope always triumphs over experience - laughter is the cure for grief - love is stronger than death." – Robert Fulghum
"I believe that imagination is stronger than knowledge - myth is more potent than history - dreams are more powerful than facts - hope always triumphs over experience - laughter is the cure for grief - love is stronger than death." – Robert Fulghum
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Poder da Mente
Podia se uma manhã fresca de verão, com a brisa da tranquilidade a viajar entre as folhas das árvores, mas para este ser inquieto e preocupado, isto passa-lhe ao lado.
A beleza de um dia assim não o tirava do estado de tristeza em que se encontrava, nem o fazia esquecer o turbilhão que se passava na sua mente.
Um restolhar disse-lhe que não se encontrava sozinho, mas ninguém aparece no seu campo de visão. Demasiado barulho dentro de si, tanta incerteza e culpa, fazem-no perder a distinção da realidade, do que é visível aos olhos ao invisível de si próprio.
Horas depois do constante olhar vazio, da imobilidade do corpo, da melancolia da alma, este ser mexe-se para se juntar aos seus iguais, todos eles feridos por dentro, mas ainda tendo-se uns aos outros, para se apoiarem e chorarem. Mas este ser não se quer abrir ao mundo, preferindo a dor, mas ansiando uns braços que o esperem e que o protejam do mundo e principalmente de si.
Um pequeno movimento capta-lhe o olhar. Ao crepúsculo de um dia de verão, uma fada aparece, mostrando os seus trajes fluidos e belos, trajes da noite, únicos e graciosos, envolvendo beleza e perfeição. Este ser, esta alma perdida segue esta visão soberba de fantasia, caminhando pela noite que cai, sob a luz da lua, com uma aura inconfundível de bem, que não é reconhecida.
Continua a andar sem pensar, só com um pensamento constante, que não se apercebe que está a ter, a puxá-lo para o desconhecido, para a verdadeira casa apesar de não o perceber.
O som da água desperta-lhe a atenção e ao chegar junto desse mar de memórias, lágrimas, tristezas e alegrias, encontra um deus, mais poderoso que Zeus, mais forte que Marte, mais belo que Apolo, a observar o conjunto de água e luz, lua e noite, solidão e amor.
Num movimento lento, vai-se virando, com uma pele de marfim, cabelo da cor da meia-noite, olhos de mar sem tempestade, corpo perfeito e divino, para o ser confuso, erguendo os seus braços musculados e partindo os seus lábios cor de sangue, fica à espera.
E num movimento desenfreado a alma move-se para o porto seguro do seu mundo, apertando-se e envolvendo-se nesta segurança súbita, mostrando todo o seu amor e deste modo ficaram toda a noite, com a lua cheia a brilhar e o poder da mente de duas almas, junto num só, segura por amor. A noite e o dia envolvidos finalmente.
A beleza de um dia assim não o tirava do estado de tristeza em que se encontrava, nem o fazia esquecer o turbilhão que se passava na sua mente.
Um restolhar disse-lhe que não se encontrava sozinho, mas ninguém aparece no seu campo de visão. Demasiado barulho dentro de si, tanta incerteza e culpa, fazem-no perder a distinção da realidade, do que é visível aos olhos ao invisível de si próprio.
Horas depois do constante olhar vazio, da imobilidade do corpo, da melancolia da alma, este ser mexe-se para se juntar aos seus iguais, todos eles feridos por dentro, mas ainda tendo-se uns aos outros, para se apoiarem e chorarem. Mas este ser não se quer abrir ao mundo, preferindo a dor, mas ansiando uns braços que o esperem e que o protejam do mundo e principalmente de si.
Um pequeno movimento capta-lhe o olhar. Ao crepúsculo de um dia de verão, uma fada aparece, mostrando os seus trajes fluidos e belos, trajes da noite, únicos e graciosos, envolvendo beleza e perfeição. Este ser, esta alma perdida segue esta visão soberba de fantasia, caminhando pela noite que cai, sob a luz da lua, com uma aura inconfundível de bem, que não é reconhecida.
Continua a andar sem pensar, só com um pensamento constante, que não se apercebe que está a ter, a puxá-lo para o desconhecido, para a verdadeira casa apesar de não o perceber.
O som da água desperta-lhe a atenção e ao chegar junto desse mar de memórias, lágrimas, tristezas e alegrias, encontra um deus, mais poderoso que Zeus, mais forte que Marte, mais belo que Apolo, a observar o conjunto de água e luz, lua e noite, solidão e amor.
Num movimento lento, vai-se virando, com uma pele de marfim, cabelo da cor da meia-noite, olhos de mar sem tempestade, corpo perfeito e divino, para o ser confuso, erguendo os seus braços musculados e partindo os seus lábios cor de sangue, fica à espera.
E num movimento desenfreado a alma move-se para o porto seguro do seu mundo, apertando-se e envolvendo-se nesta segurança súbita, mostrando todo o seu amor e deste modo ficaram toda a noite, com a lua cheia a brilhar e o poder da mente de duas almas, junto num só, segura por amor. A noite e o dia envolvidos finalmente.
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