sexta-feira, 23 de setembro de 2011

My art

Tenho andando ausente deste mundo eu sei. A minha veia criativa para escrever não tem andado muito minha amiga nem eu tenho andado com muita paciência para tal. E eu sei o quanto isso me faz mal. Enfim.
Nos últimos meses tenho andando com uma enorme vontade de desenhar, sinal que o meu lado artístico ainda não me abandonou, e porque a tamanha frustração com que fico quando imagino algo e ao desenha-lo não sai como eu queria, tenho recorrido a ver imagens de personagens dos meus filmes ou séries preferidas e reproduzi-las, dando o meu toque pessoal e durante umas horas esquecer tudo o que me rodeia e ter só consciência de ter um lápis na mão e desenhar. Estas imagens são o resultado destes momentos de pura abstracção e leveza.














Severus Snape, Harry Potter













Ron Weasley, Harry Potter. Este desenho foi uma prenda de anos para uma enorme fã desta personagem.












Jon Snow, Game of Thrones. Estou bastante orgulhosa deste desenho. acho que é dos primeiros que faço e saiu realmente como eu queria.



Estes são desenhos que saíram da minha própria mente.









 


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Called out in the Dark




"Called out in the Dark" by Snow Patrol
"We are listening
And we're not blind
This is your life
This is your time"

quarta-feira, 27 de julho de 2011

To Be

Aqui estou eu, de volta ao meu ser. Pelo menos penso que sim, e se não vou tentar estar. Estes meses foram impossíveis. Cada vez mais trabalhos, cada vez mais testes, cada vez mais stress, cada vez mais problemas, cada vez mais cansaço. E depois exames. óptima esta vida de estudante. sem dúvida. Nunca estive tão esgotada, tão longe de mim, tão agarrada à rotina, sem tempo nem paciência para me libertar e fazer o que gosto. Os únicos pontos altos foram escapar com a leitura e a música e aqueles pequenos momentos passados com os amigos. Um turbilhão de emoções que nunca pensei que viessem a existir em mim surgiram, uma tempestade de pensamentos rodeou-me e por mais que quisesse não me conseguia libertar. A mente humana é bastante interessante se virmos bem. Nunca pára, nunca se apaga, nunca nos deixa agir livremente porque  está sempre a controlar cada momento, cada acção. Mas nunca conseguiríamos viver sem ela, não éramos nós, não passávamos de emoções dentro de um corpo mortal, dentro de uma concha. O que poderei dizer mais? Passei meses a não parecer eu, sem imaginação, sem a minha escrita. Mas finalmente libertei-me disto tudo. quer dizer ao menos tentei. Fui ao Super Bock Super Rock no dia de Arcade Fire e Portishead, e mais uma vez posso dizer que a música me libertou, me lembrou o meu ser. não vou falar dos concertos porque não consigo. Foi algo tão especial, tão surreal que só mesmo estando lá a sentir é que se percebe. só sei que fiquei esgotada fisica e emocionalmente mas senti-me tão bem a libertar tudo em cada grito, em cada aplauso, em cada nota dada, em cada música que me descreve ou que me diz algo. Foram umas das melhores horas da minha vida.
E nunca pensei sentir falta do mar até estar junto dele, a sentir o cheiro, a ouvir as ondas, a sentir o vento a levar cada momento de tensão e sentir-me finalmente livre. É maravilhoso o poder que a natureza tem. E não me canso de dizer isto ou o pensar, pois penso sempre o mesmo todos os meses quando olho para o céu em dia de lua cheia. A subtil beleza que se vê e que nunca se conseguirá igualar. E a vontade de fugir para lá, de fugir desta realidade e cair num mundo de fantasia, onde tudo o que sonhamos apareça, onde o místico se pode tornar o real,  cresce estrondosamente.
A quantidade de pensamentos, e a confusão que aqui se instalou! Mas não me preocupo, nunca fui nem serei a normal organização. Vou mas é aproveitar as horas de férias que me foram dadas.

sábado, 23 de julho de 2011

R.I.P. Amy Winehouse

Aconteceu outra vez: mais um jovem promissor no mundo da música desapareceu.
A voz que tanto nos encantou e arrepiou, a voz que nos trouxe novas experiências e nos acompanhou em determinado momento das nossas vidas. Uma grande artista que fez escolhas erradas como muitos outros mas que apesar disso, tentou sair do abismo e foi muitas vezes injustiça-da por um mundo que se esquece que também não é perfeito e que a qualquer momento se pode encontrar na mesma situação em que ela se encontrava. Ninguém lhe tira aquela voz, aquelas letras cheias de emoção e o carinho que conquistou dos seus fãs. Um obrigado para ela por nos ter trazido a sua música e a sua voz, e por nos ter mostrado, que mesmo sendo uma estrela, continua a ser humana e a ter cada um desses defeitos que nos caracteriza.

Farewell Amy. 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Melhor Maneira de Viajar

"Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,

Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adónis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direcções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem em baixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as dirceções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chão
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direcções!"" "

Álvaro de Campos. 

Uma tamanha genialidade, Fernando Pessoa nos apresenta. Uma tamanha imaginação, uma tamanha realidade, uma tamanha sentimentalidade, uma tamanha relação com as palavras se cria. Um génio, um orgulho português. 
Este poema é perfeito: o entendimento que procurava, a relação que me faltava e a compreensão que precisava para acordar. Não existe palavras para descrever tantos sentimentos que surgem com a leitura de simples palavras, não há nada capaz de o fazer, talvez só sentir.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Deuses Americanos

"Guru da fantasia, Neil Gaiman embarca num livro onde horror e prosa poética se combinam. Uma aventura onde o mágico e o mundano, o mito e o real, caminham lado a lado, levando-nos numa viagem repleta de humor ao extraordinário potencial da imaginação humana. Sombra é libertado da prisão no dia a seguir ao acidente que vitima mortalmente a sua mulher. Entretanto, recebe uma proposta de emprego de um estranho homem de nome Sr. Quarta-Feira, um deus "da velha guarda" que encarrega Sombra de reencontrar os deuses da sua estirpe para poder travar a inevitável batalha contra os deuses modernos. A viagem pela América, além de constituir o núcleo do enredo, oferece um olhar interessante sobre a cultura americana, agora tão distante dos valores e ideais que estiveram na origem da nação."


 Neil Gaiman já nos habituou à sua escrita fantástica e cheia de humor, e não nos desilude em Deuses Americanos.
 Este livro recheado de sarcasmo, fantasia, humor, lições de vida, frases genialmente construídas, mistério e horror prende-nos em cada momento. És capaz de soltar uma gargalhada numa determinada cena, sorrires com a ironia presente na maioria do texto, desesperares num momento angustiante e até revoltares-te com alguma personagem. Neil Gaiman é sem dúvida alguma um dos melhores escritores. Não há palavras para descrever um livro seu, só mesmo lendo. Este consegue transportar um mundo de fantasia para a realidade, construindo um equilíbrio, aceitação e possibilidade entre eles.
Um livro perfeito para quem gosta de tudo o que referi. Para quem gosta de sonhar sem esquecer a realidade, para quem gosta de um boa gargalhada, de um grande sentido de humor, de mitologia e de mistério.
estou rendida a este livro. uma dos melhores que tenho lido.

"Os deuses morrem. E, quando morrem mesmo, são esquecidos e ninguém os chora. As ideias são mais difíceis de matar do que as pessoas, mas, no fim é possível mata-las."

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bat for Lashes

 Horse and I


Pearl's Dream
 

Bat for Lashes, uma banda genial, com letras profundas e criativas, capazes de nos transportar para uma realidade tanto verídica como imaginária.
Estas duas músicas em particular, levam-me a um mundo medieval desconhecido e fantasioso, perfeito para os romances de Marion Zimmer Bradley. Ouvir estas músicas no momento em que se lê os livros desta maravilhosa escritora, é brilhante, pois conseguimos entrar totalmente neste mundo à parte, neste mundo inatingível sem alguma imaginação da nossa parte.